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Gestora Engeform investe em prédios corporativos de madeira em São Paulo

Construtora Noah vai erguer três unidades no bairro de Pinheiros e o negócio será desenvolvido com aporte de R$ 190 milhões de fundo imobiliário que iniciou listagem hoje na B3

 

A gestora de recursos da Engerform, do grupo que reúne também negócios em construção e infraestrutura, realizou nesta terça-feira (25) a listagem de um fundo de investimento imobiliário (FII) criado para desenvolver três edifícios corporativos de madeira, em São Paulo.


Os prédios serão feitos pela Noah, empresa especializada na construção com o material, que utiliza a técnica de CLT (cross laminated timber, ou madeira laminada cruzada), e devem somar 10 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). São escritórios “boutique”, menores do que os prédios corporativos espelhados, mas também de alto padrão.


O fundo levantou R$ 190 milhões. Houve alta demanda de investidores pessoa-física, de alta renda, conta Fernando Amato, diretor de estratégia e investimento da Engeform Gestão de Recursos. A tese inicial da gestora era contar com investidores institucionais, mas o prazo mais curto de construção previsto para o projeto atraiu outros investidores. O grupo Engeform também participa do fundo.


Segundo Nicolaos Theodorakis, sócio-fundador e CEO da Noah, o sistema construtivo em madeira deve fazer com que a obra leve de 12 a 15 meses, metade do prazo de um projeto tradicional.


Como o FII foi criado para desenvolver e vender os ativos depois de prontos, a construção mais célere também permite aumentar a rentabilidade esperada, de IPCA+18% ao ano, segundo Luciana Improta, diretora de gestão da Engeform Gestão de Recursos. O prazo esperado para o FII é de três anos.


Os prédios serão construídos em Pinheiros. Dois serão feitos sob medida para os locadores, no modelo BTS (“built to suit”), com contratos de locação de dez anos. O terceiro será erguido para posterior locação.


A gestora da Engeform já tem três outros fundos, criados para acomodar ativos da companhia, que não são listados. Dois são de produção de energia eólica e o terceiro é de renda com imóveis corporativos, como o prédio onde fica a sede do Nubank, construído pela empresa.


Amato afirma que os prédios do FII listado poderão ser vendidos para esse fundo, mas que isso só ocorreria seguindo as “condições de mercado”. Com o quarto fundo, a gestora passa a administrar cerca de R$ 700 milhões.


Para a Noah, é a realização de um projeto antigo. A empresa foi criada em 2019 já com o objetivo de fazer prédios corporativos de madeira. Theodorakis vê uma relação de ganho para os locadores, porque se unem a um ativo considerado mais sustentável — e bom para a imagem —, e para seus colaboradores. “É uma estética mais harmoniosa, melhora o nível de estresse e a produtividade”, argumenta.


Com a pandemia e o trabalho remoto, o projeto foi adiado. Enquanto isso, a companhia fez obras comerciais para terceiros, como um McDonald's próximo à Av. Paulista, e está construindo um empreendimento residencial, que deve ser entregue em fevereiro.


Theodorakis afirma que a companhia elevou seu faturamento em dez vezes no ano passado e que prevê ao menos uma multiplicação por cinco neste ano, com o FII. A Noah recebeu investimento de R$ 15 milhões da fabricante de material de painéis de madeira Dexco (ex-Duratex) em 2021 e deve ter novas rodadas de investimento em equity em breve, segundo o fundador. “Temos perspectiva de acelerar o crescimento e vamos precisar de capital”.


A Engeform planeja outros fundos, em infraestrutura e desenvolvimento imobiliário, incluindo projetos para habitação, afirma Amato, além de um fundo de debêntures. O FII listado na B3 conta com consultoria imobiliária da gestora de patrimônio Galápagos.





Por: Ana Luiza Tieghi

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